SAÚDE DA MULHER

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Faleceu Evelyn Lauder, impulsionadora da luta contra o câncer de mama

Evelyn Lauder, vice-presidente da Estée Lauder e impulsionadora da luta contra o câncer de mama, morreu aos 75 anos, vítima de câncer nos ovários.

Evelyn Lauder (centro)
 
Evelyn Lauder, vice-presidente da marca de cosméticos Estée Lauder e impulsionadora da luta contra o câncer de mama, morreu no sábado aos 75 anos na sua casa em Manhattan vítima de câncer, informou o The New York Times.
Nascida em 1936 em Viena, Evelyn Hausner e a sua família tiveram que fugir da capital austríaca quando Hitler anexou o país à Alemanha em 1938.
Em 1940, a família de Evelyn mudou-se para Nova Iorque, cidade onde casou em 1959 com Leonard A. Lauder, filho de Estée, com quem teve dois filhos, William e Gary.


Criou o laço cor de rosa

Em 1989 lhe foi diagnosticado um câncer de mama e, apesar de ter, sempre, se negado a comentar a evolução do seu caso, começou a desenvolver uma intensa atividade internacional de luta contra aquela doença.
Criou a campanha do laço cor de rosa, conhecido como símbolo da luta contra o cancro da mama, e em 1993 lançou a Fundação para a Investigação sobre o Cancro da Mama, que conseguiu arrecadar cerca de 350 milhões de dólares em donativos.
Em 2007, Evelyn Lauder voltou a ser diagnosticada com um câncer nos ovários, que acabou por ser a causa da sua morte.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Campanha SMS - "Mulheres Totalmente Independentes"

*Helman Telles

As “características” da mulher contemporânea, envolvida tanto em seus ciclos naturais de vida como em seu crescente desempenho nos setores produtivos da sociedade, onde vem acumulando papéis, torna sua saúde uma complexa trama em que fatores biológicos, sociais e comportamentais se fazem presentes. Nessa abordagem, destaca-se como tema de interesse e discussão, tanto nos meios acadêmicos quanto na mídia em geral.
Não por acaso, ocorre a fusão entre a iniciativa pública e privada para a criação de mais um espaço de permuta de informações e divulgação de experiências. Assim, o blog Mulheres Totalmente Independentes além de ser mais um espaço online para discussão e apresentação de temas que envolvem o tabagismo e seus efeitos deletérios, tem particular atenção à saúde feminina. O blog está inserido numa campanha da Secretaria da Saúde de Florianópolis para esclarecimentos acerca do tema do vício do fumo, principalmente nesse público.
A campanha, lançada no mês passado, foi tema de reportagem no Jornal do Almoço do dia 08 de outubro, com participação de nossa colega, Dra. Senen Hauff que, também, escreveu a matéria Parei mas não quero engordar! para o blog. Embora as estatísticas, historicamente, registrem um consumo do cigarro maior entre os homens, dados recentes demonstram que a tendência se inverte, com a estagnação do uso por parte desse gênero enquanto que entre o gênero feminino está em constante crescimento, sendo tal fenômeno clara indicação de que o hábito se incorporou ao dia a dia das mulheres, talvez por conta de mudanças estratégicas da indústria do tabaco que “lançou mão” de novos artifícios para tornar seus produtos melhor aceitos como, por exemplo, o uso de essências aromáticas e flavorizantes, que parecem fazer um maior sucesso junto ao público jovem e feminino. Acerca desse aspecto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta, com previsão de 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030, caso as atuais tendências se mantenham.
A promoção e a proteção da saúde dessa “reserva de mercado” (assim vista pela indústria tabagista) é de imprescindível importância, dado a relevância dos papéis que desempenham esses grupos no ciclo produtivo e reprodutivo da espécie humana e suas sociedades. Sendo um problema de proporção mundial é foco de tensão permanente entre a indústria do fumo e os órgãos de saúde, merecendo destacada atenção por parte de programas de governos, como é o caso do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde de Florianópolis que, além de ter lançado esta campanha, conta com o programa Controle Tabagismo, vinculado à Atenção Primária que mantém blog com páginas especialmente dedicadas à Saúde da Mulher, Controle do Tabagismo, e à Mudança de Comportamento, onde, além de postagens, são divulgados artigos, documentos para download e compartilhamento de experiências.

Assista ao vídeo: Mulheres Totalmente Independentes

*CD/SMS/Fpolis

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

OUTUBRO ROSA EM FLORIANÓPOLIS



Durante o mês de Outubro tem se promovido diversas atividades relativas a Campanha do Outubro Rosa. O jornal Diário Catarinense, no dia 25 de outubro, publicou Reportagem Especial intitulada “Câncer de Mama – SC é referência em mamografia”. De fato, conforme divulgado no Portal da Saúde do MS, Santa Catarina é exemplificada por meio de Florianópolis que é citada como uma das maiores freqüências de realização de mamografia (80.6%) no Brasil, junto à Belo Horizonte (84,1%) e Vitória (81,9%). As cidades de Palmas (49,2%), Rio Branco (51,1%) e Macapá (53,5%) estão entre as cidades com menores freqüência, abaixo da média nacional.
Ainda que a reportagem divulgue muitas informações úteis, pelo menos uma delas pode ser passível de causar confusão: o destaque de que “os médicos recomendam a mamografia para mulheres acima de 40 anos”. Ainda que as novas diretrizes do governo americano para prevenção ao câncer de mama, que indicam mamografias de rotina apenas para mulheres a partir dos 50 anos, dividem os especialistas brasileiros, como a Sociedade Brasileira de Mastologia, que mantém a orientação para que as pacientes façam o exame anual a partir dos 40 anos, o Instituto Nacional de Câncer vinculado ao Ministério da Saúde preconiza a mamografia periódica (a cada 02 anos) para a faixa etária de 50 a 69 anos. Para mulheres acima de 40 anos a mamografia é indicada a critério clínico, conforme determina a Protocolo de Atenção Integral à Saúde da Mulher, da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

“A mudança na orientação norte-americana, publicada ontem nos Anais de Medicina Interna, foi proposta pela Força-Tarefa de Serviços de Prevenção dos Estados Unidos. O grupo de especialistas concluiu que o risco de fazer o exame na faixa etária dos 40 e 49 anos é menor do que os benefícios. Isso porque, a cada 1,9 mil mulheres avaliadas nessa idade, apenas uma morte é evitada. Ao mesmo tempo, a preocupação com resultados falso-positivos faz com que a paciente seja submetida a exames e até à cirurgias desnecessárias. (...) Segundo o médico Ronaldo Corrêa da Silva, da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do INCA, ligada ao Ministério da Saúde, a mesma orientação é seguida na Europa”. E “o mastologista José Luiz Pedrini, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Conceição, pondera que há estudos mostrando que a incidência de câncer seria maior em pacientes que fazem mais mamografias”. (Médicos divergem sobre idade para mamografia - Recomendação americana que retarda avaliação gera polêmica nacional. Disponível em http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2721193.xml. Acesso em: 25 out. 2011).

Abaixo Protocolo da SMS/PMF (pag.67) e recomendações do INCA para o câncer de mama no Brasil:



PROTOCOLO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE / PMF PARA O CÂNCER DE MAMA


Página 67

3.1.1 Detecção precoce do cancer de mama

Para a detecção precoce do câncer de mama recomenda-se:

• Rastreamento por meio do exame clínico da mama (ECM) para todas as mulheres, realizado anualmente. Este procedimento é ainda compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária.

• Rastreamento por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, conforme preconiza o INCA/MS. Para mulheres acima de 40 anos o exame é indicado a critério clínico.




RECOMENDAÇÕES DO INCA PARA REDUZIR A MORTALIDADE POR CÂNCER DE MAMA NO BRASIL


•     A detecção precoce do câncer de mama significa identificar o tumor no início de seu surgimento e aumentar as possibilidades de cura.

•     As ações de detecção precoce podem ser oferecidas para mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama (rastreamento), ou para mulheres com sinais e sintomas iniciais de câncer de mama (diagnóstico precoce).

•     O diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta a sobrevida das mulheres em comparação com o diagnóstico de tumores em fase avançada.

•     O rastreamento diminui a mortalidade em cerca de 30% nas mulheres entre 50 e 69 anos. Quanto maior for o percentual de mulheres na faixa de 50 a 69 anos que realizam a mamografia de rastreamento periodicamente, maior será o impacto na mortalidade.

•     Na faixa etária de 50 a 69 anos, a mulher deve fazer uma mamografia a cada dois anos. O risco de câncer de mama aumenta com a idade.

•     A qualidade da mamografia tem implicações na redução da mortalidade por câncer de mama. Programas de qualidade em mamografia garantem imagens radiográficas de alto padrão com doses mínimas de radiação.


Priorizar o controle do câncer de mama na agenda da saúde foi definido na Política Nacional de Atenção Oncológica (2005) e no Pacto pela Saúde (Ministério da Saúde/2006). O INCA e as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde desenvolveram um conjunto de ações no âmbito da detecção precoce. A perspectiva atual é impulsionar o diagnóstico precoce do câncer de mama em todo o país, como estratégia para reduzir a apresentação avançada da doença e implementar o rastreamento na população em áreas cuja elevada ocorrência desse tipo de câncer justifiquem esta iniciativa. A expansão de ações para garantia da qualidade da mamografia e a implantação do Sistema de Informação do Câncer de Mama - SISMAMA - em todo o território nacional, desde junho de 2009, permitem o aprimoramento e a avaliação das ações de controle do câncer de mama no Brasil.