SAÚDE DA MULHER

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Reunião do CNS promove debate sobre a Violência contra a Mulher

Fonte: CEBES
Com a presença da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM), Eleonora Menicucci, do Ministro Padilha e dos Conselheiro(as) presentes, grande parte da manhã dessa quinta-feita, 15/03, foi tomada pelo debate e exposição de situações de risco e indignação de casos de violência contra a mulher. A Presidente do Cebes, Ana Costa, representou a entidade durante os dois dias da 231ª Reunião Ordinária do CNS.
A ministra Eleonora Menicucci afirmou estar satisfeita em sentir que o paradigma da integralidae está inserido no Ministétrio da Saúde, segundo ela "a perspectiva da integralidade nas ações voltadas para a saúde da mulher foi uma vitória muita grande das mulheres brasileiras e essa perspectiva não pode retroceder, e cada programa e ação devem se remeter a ela".  
Eleonora Minecucci deixou claro seu compromisso em avançar no enfrentamento à qualquer forma de violência contra à mulher e lançou um desafio: "O Ministério da Saúde precisa trabalhar conosco nesse enfrentamento". 
Maria Esther Vilela, coordenadora da área técnica de Saúde das Mulheres da Secretaria de Atenção à Saúde do MS, apresentou alguns dados relevantes sobre a situação da mulher vítima da violência. A maior incidência de casos ocorre com mulheres na faixa etária entre os 20 e 59 anos, sendo que 33,9% têm até oito anos de estudo. 65% sofrem de violência doméstica e cerca de 50% são agredidas dentro das próprias casas, principalmente por conjugues, conhecidos e pais.
Na apresentação, intitulada Balanço do Mês na Saúde: Atenção às Mulheres em Situação de Violência, também foram apresentadas as conseqüências mais comuns na saúde dessas mulheres em função desse quadro de agressões: dores crônicas, doenças mentais, aborto, enxaquecas, DST/Aids, entre outras.
Ana Costa, presidente do Cebes, celebrou, como a ministra Eleonora, a retomada do tema da integralidade, recuperada no balanço apresentado, porém ela advertiu: "não podemos pensar em integralidade exclusivamente no setor público nesse momento em que o sistema privado tem se expandido e incorporado maior tecnologia".  Ana também comentou sobre a apresentação, "escutei um balanço, porém precisamos discutir os impasses e as dificuldades estratégicas no avanço real do cotidiano das mulheres".
 A presidente do Cebes lembrou que a violência intra parto no sistema privado é tão importante quanto no sistema  público.
A Conselheira Dra. Santinha, coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher do CNS, citou a importância da violência simbólica como a violência que ainda não é mostrada em dados. Segundo ela, seriam dados não registrados e a falta de estudos sobre questões mais complexas sobre a violência contra à mulher. “Se uma mulher morre em uma sala de parto por falta de atendimento isso é uma questão de violência que não é registrada e não entra para os registros", afirmou Santinha.
O Ministro Padilha se comprometeu com uma maior fiscalização nos serviços que prestam atendimento às mulheres em situação de violência. O objetivo, de acordo com Padilha, é ampliar a qualidade nesses serviços.
Confira no vídeo abaixo o balanço feito por Ana Costa dos dois dias de reunião do CNS, que além da pauta da atenção às mulheres em situação de violência teve o contingenciamento do orçamento e a questão do financiamento da saúde como temas principais:

Fonte: CEBES

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Faleceu Evelyn Lauder, impulsionadora da luta contra o câncer de mama

Evelyn Lauder, vice-presidente da Estée Lauder e impulsionadora da luta contra o câncer de mama, morreu aos 75 anos, vítima de câncer nos ovários.

Evelyn Lauder (centro)
 
Evelyn Lauder, vice-presidente da marca de cosméticos Estée Lauder e impulsionadora da luta contra o câncer de mama, morreu no sábado aos 75 anos na sua casa em Manhattan vítima de câncer, informou o The New York Times.
Nascida em 1936 em Viena, Evelyn Hausner e a sua família tiveram que fugir da capital austríaca quando Hitler anexou o país à Alemanha em 1938.
Em 1940, a família de Evelyn mudou-se para Nova Iorque, cidade onde casou em 1959 com Leonard A. Lauder, filho de Estée, com quem teve dois filhos, William e Gary.


Criou o laço cor de rosa

Em 1989 lhe foi diagnosticado um câncer de mama e, apesar de ter, sempre, se negado a comentar a evolução do seu caso, começou a desenvolver uma intensa atividade internacional de luta contra aquela doença.
Criou a campanha do laço cor de rosa, conhecido como símbolo da luta contra o cancro da mama, e em 1993 lançou a Fundação para a Investigação sobre o Cancro da Mama, que conseguiu arrecadar cerca de 350 milhões de dólares em donativos.
Em 2007, Evelyn Lauder voltou a ser diagnosticada com um câncer nos ovários, que acabou por ser a causa da sua morte.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Campanha SMS - "Mulheres Totalmente Independentes"

*Helman Telles

As “características” da mulher contemporânea, envolvida tanto em seus ciclos naturais de vida como em seu crescente desempenho nos setores produtivos da sociedade, onde vem acumulando papéis, torna sua saúde uma complexa trama em que fatores biológicos, sociais e comportamentais se fazem presentes. Nessa abordagem, destaca-se como tema de interesse e discussão, tanto nos meios acadêmicos quanto na mídia em geral.
Não por acaso, ocorre a fusão entre a iniciativa pública e privada para a criação de mais um espaço de permuta de informações e divulgação de experiências. Assim, o blog Mulheres Totalmente Independentes além de ser mais um espaço online para discussão e apresentação de temas que envolvem o tabagismo e seus efeitos deletérios, tem particular atenção à saúde feminina. O blog está inserido numa campanha da Secretaria da Saúde de Florianópolis para esclarecimentos acerca do tema do vício do fumo, principalmente nesse público.
A campanha, lançada no mês passado, foi tema de reportagem no Jornal do Almoço do dia 08 de outubro, com participação de nossa colega, Dra. Senen Hauff que, também, escreveu a matéria Parei mas não quero engordar! para o blog. Embora as estatísticas, historicamente, registrem um consumo do cigarro maior entre os homens, dados recentes demonstram que a tendência se inverte, com a estagnação do uso por parte desse gênero enquanto que entre o gênero feminino está em constante crescimento, sendo tal fenômeno clara indicação de que o hábito se incorporou ao dia a dia das mulheres, talvez por conta de mudanças estratégicas da indústria do tabaco que “lançou mão” de novos artifícios para tornar seus produtos melhor aceitos como, por exemplo, o uso de essências aromáticas e flavorizantes, que parecem fazer um maior sucesso junto ao público jovem e feminino. Acerca desse aspecto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta, com previsão de 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030, caso as atuais tendências se mantenham.
A promoção e a proteção da saúde dessa “reserva de mercado” (assim vista pela indústria tabagista) é de imprescindível importância, dado a relevância dos papéis que desempenham esses grupos no ciclo produtivo e reprodutivo da espécie humana e suas sociedades. Sendo um problema de proporção mundial é foco de tensão permanente entre a indústria do fumo e os órgãos de saúde, merecendo destacada atenção por parte de programas de governos, como é o caso do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde de Florianópolis que, além de ter lançado esta campanha, conta com o programa Controle Tabagismo, vinculado à Atenção Primária que mantém blog com páginas especialmente dedicadas à Saúde da Mulher, Controle do Tabagismo, e à Mudança de Comportamento, onde, além de postagens, são divulgados artigos, documentos para download e compartilhamento de experiências.

Assista ao vídeo: Mulheres Totalmente Independentes

*CD/SMS/Fpolis

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

OUTUBRO ROSA EM FLORIANÓPOLIS



Durante o mês de Outubro tem se promovido diversas atividades relativas a Campanha do Outubro Rosa. O jornal Diário Catarinense, no dia 25 de outubro, publicou Reportagem Especial intitulada “Câncer de Mama – SC é referência em mamografia”. De fato, conforme divulgado no Portal da Saúde do MS, Santa Catarina é exemplificada por meio de Florianópolis que é citada como uma das maiores freqüências de realização de mamografia (80.6%) no Brasil, junto à Belo Horizonte (84,1%) e Vitória (81,9%). As cidades de Palmas (49,2%), Rio Branco (51,1%) e Macapá (53,5%) estão entre as cidades com menores freqüência, abaixo da média nacional.
Ainda que a reportagem divulgue muitas informações úteis, pelo menos uma delas pode ser passível de causar confusão: o destaque de que “os médicos recomendam a mamografia para mulheres acima de 40 anos”. Ainda que as novas diretrizes do governo americano para prevenção ao câncer de mama, que indicam mamografias de rotina apenas para mulheres a partir dos 50 anos, dividem os especialistas brasileiros, como a Sociedade Brasileira de Mastologia, que mantém a orientação para que as pacientes façam o exame anual a partir dos 40 anos, o Instituto Nacional de Câncer vinculado ao Ministério da Saúde preconiza a mamografia periódica (a cada 02 anos) para a faixa etária de 50 a 69 anos. Para mulheres acima de 40 anos a mamografia é indicada a critério clínico, conforme determina a Protocolo de Atenção Integral à Saúde da Mulher, da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

“A mudança na orientação norte-americana, publicada ontem nos Anais de Medicina Interna, foi proposta pela Força-Tarefa de Serviços de Prevenção dos Estados Unidos. O grupo de especialistas concluiu que o risco de fazer o exame na faixa etária dos 40 e 49 anos é menor do que os benefícios. Isso porque, a cada 1,9 mil mulheres avaliadas nessa idade, apenas uma morte é evitada. Ao mesmo tempo, a preocupação com resultados falso-positivos faz com que a paciente seja submetida a exames e até à cirurgias desnecessárias. (...) Segundo o médico Ronaldo Corrêa da Silva, da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do INCA, ligada ao Ministério da Saúde, a mesma orientação é seguida na Europa”. E “o mastologista José Luiz Pedrini, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Conceição, pondera que há estudos mostrando que a incidência de câncer seria maior em pacientes que fazem mais mamografias”. (Médicos divergem sobre idade para mamografia - Recomendação americana que retarda avaliação gera polêmica nacional. Disponível em http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2721193.xml. Acesso em: 25 out. 2011).

Abaixo Protocolo da SMS/PMF (pag.67) e recomendações do INCA para o câncer de mama no Brasil:



PROTOCOLO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE / PMF PARA O CÂNCER DE MAMA


Página 67

3.1.1 Detecção precoce do cancer de mama

Para a detecção precoce do câncer de mama recomenda-se:

• Rastreamento por meio do exame clínico da mama (ECM) para todas as mulheres, realizado anualmente. Este procedimento é ainda compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária.

• Rastreamento por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, conforme preconiza o INCA/MS. Para mulheres acima de 40 anos o exame é indicado a critério clínico.




RECOMENDAÇÕES DO INCA PARA REDUZIR A MORTALIDADE POR CÂNCER DE MAMA NO BRASIL


•     A detecção precoce do câncer de mama significa identificar o tumor no início de seu surgimento e aumentar as possibilidades de cura.

•     As ações de detecção precoce podem ser oferecidas para mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama (rastreamento), ou para mulheres com sinais e sintomas iniciais de câncer de mama (diagnóstico precoce).

•     O diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta a sobrevida das mulheres em comparação com o diagnóstico de tumores em fase avançada.

•     O rastreamento diminui a mortalidade em cerca de 30% nas mulheres entre 50 e 69 anos. Quanto maior for o percentual de mulheres na faixa de 50 a 69 anos que realizam a mamografia de rastreamento periodicamente, maior será o impacto na mortalidade.

•     Na faixa etária de 50 a 69 anos, a mulher deve fazer uma mamografia a cada dois anos. O risco de câncer de mama aumenta com a idade.

•     A qualidade da mamografia tem implicações na redução da mortalidade por câncer de mama. Programas de qualidade em mamografia garantem imagens radiográficas de alto padrão com doses mínimas de radiação.


Priorizar o controle do câncer de mama na agenda da saúde foi definido na Política Nacional de Atenção Oncológica (2005) e no Pacto pela Saúde (Ministério da Saúde/2006). O INCA e as secretarias Estaduais e Municipais de Saúde desenvolveram um conjunto de ações no âmbito da detecção precoce. A perspectiva atual é impulsionar o diagnóstico precoce do câncer de mama em todo o país, como estratégia para reduzir a apresentação avançada da doença e implementar o rastreamento na população em áreas cuja elevada ocorrência desse tipo de câncer justifiquem esta iniciativa. A expansão de ações para garantia da qualidade da mamografia e a implantação do Sistema de Informação do Câncer de Mama - SISMAMA - em todo o território nacional, desde junho de 2009, permitem o aprimoramento e a avaliação das ações de controle do câncer de mama no Brasil.
                                                         

OUTUBRO ROSA

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).
Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).
A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros e etc. surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial, de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.
A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.
A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero" como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura.
Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.
O Brasil é mundialmente conhecido pelo seu maior símbolo, a estatua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro - RJ. E o Cristo Redentor já ficou iluminado de rosa no Outubro Rosa.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Saúde da Mulher


O Programa “Assistência Integral à saúde da Mulher: bases de ação programática” (PAISM) foi elaborado pelo Ministério da Saúde e apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da explosão demográfica em 1983, a discussão se pautava predominantemente sobre o controle da natalidade. O Ministério da Saúde teve um papel fundamental, pois influenciou no âmbito do Governo Federal e este por sua vez, se posicionou e defendeu o livre arbítrio das pessoas e das famílias brasileiras em relação a quando, quantos e qual o espaçamento entre os/as filhos/as.
Trata-se de um documento histórico que incorporou o ideário feminista para a atenção à saúde integral, inclusive responsabilizando o estado brasileiro com os aspectos da saúde reprodutiva. Desta forma as ações prioritárias foram definidas a partir das necessidades da população feminina, o que significou uma ruptura com o modelo de atenção materno-infantil até então desenvolvido.
O PAISM, enquanto diretriz filosófica e política, incorporou também, princípios norteadores da reforma sanitária, a idéia de descentralização, hierarquização, regionalização, equidade na atenção, bem como de participação social. Além disso, propôs formas mais simétricas de relacionamento entre os profissionais de saúde e as mulheres, apontando para a apropriação, autonomia e maior controle sobre a saúde, o corpo e a vida. Assistência, em todas as fases da vida, clínico ginecológica, no campo da reprodução (planejamento reprodutivo, gestação, parto e puerpério) como nos casos de doenças crônicas ou agudas. O conceito de assistência reconhece o cuidado médico e de toda a equipe de saúde com alto valor às praticas educativas, entendidas como estratégia para a capacidade crítica e a autonomia das mulheres.
Em 2003 teve início a construção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher - Princípios e Diretrizes, quando a equipe técnica de saúde da mulher avaliou os avanços e retrocessos alcançados na gestão anterior.
Em maio de 2004 o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher - Princípios e Diretrizes, construída a partir da proposição do SUS e respeitando as características da nova política de saúde.
Na análise preliminar foram considerados os dados obtidos por intermédio dos estudos e pesquisas promovidos pela Área Técnica de Saúde da Mulher para avaliar as linhas de ação desenvolvidas. Destaque para o Balanço das Ações de Saúde da Mulher 1998-2002, o Estudo da Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil, a Avaliação do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento, a Avaliação dos Centros de Parto Normal e a Avaliação da Estratégia de Distribuição de Métodos Anticoncepcionais.
Em seguida, a Área Técnica buscou a parceria dos diferentes departamentos, coordenações e comissões do Ministério da Saúde. Incorporou as contribuições do movimento de mulheres, do movimento de mulheres negras e de trabalhadoras rurais, sociedades científicas, pesquisadores e estudiosos da área, organizações não governamentais, gestores do SUS e agências de cooperação internacional. Por fim, submeteu a referida Política à apreciação da Comissão Intersetorial da Mulher, do Conselho Nacional de Saúde.
Em julho de 2005, com a posse do então Secretário de Atenção à Saúde e hoje Ministro, Dr. José Gomes Temporão, foram operacionalizadas as ações previstas no Plano de Ação construído e legitimado por diversos setores da sociedade e pelas instâncias de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS).
Destacamos que o Sistema Único de Saúde tem três esferas de atuação: federal, estadual e municipal. O nível federal tem principalmente, as atribuições de formular, avaliar e apoiar políticas; normalizar ações; prestar cooperação técnica aos Estados, ao Distrito Federal e municípios; e controlar, avaliar as ações e os serviços, respeitadas as competências dos demais níveis. A direção estadual do SUS tem como principais atribuições promover a descentralização de serviços; executar ações e procedimentos de forma complementar aos municípios; prestar apoio técnico e financeiro aos municípios. À direção municipal do SUS compete, principalmente, a execução, controle, avaliação das ações e serviços das ações de saúde.